
![]() INSENSATEZ
Com leves passos, passo, de mansinho, procurando o teu vulto, que não vem abraçar meu abraço de carinho, beijar o beijo que me fez refém. Mas não me vês chegar. Sem burburinho, sou somente ilusão, quase ninguém, sombra que segue, só, pelo caminho em que me beijas sem saber a quem. Saio de cena, cega de agonia. Chamar por ti não sinto necessário, serei vulto invisível outra vez. Sou fração de uma frágil fantasia, és uma cruz a mais em meu calvário, nós somos, simplesmente, insensatez. Ruth Gentil Sivieri
Enviado por Ruth Gentil Sivieri em 21/04/2010
Alterado em 21/04/2010 Copyright © 2010. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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