
![]() LEMBRANDO DIAMANTINA
Esbarro numa lembrança, de uma vida já passada, onde havia esperança, de ter tudo e não ter nada. Pedras e muitas ladeiras por quantas vezes passei; visitando as cachoeiras dos lugares que deixei. Vidas já foram ceifadas, de culpados e inocentes famílias abandonadas, por corações inclementes. Cantava ao anoitecer, dos escravos, as cantigas; e mesmo sem perceber eram muito, muito antigas. Filho que a tudo assistia, chorava de fazer dó; comida já não existia tudo, tudo, virou pó. Hoje é a terra da seresta, vesperatas, madrigais; acolhe todos em festa de grandiosos festivais. E lá eu quero voltar, assim pede o coração; pisar no mesmo lugar com aguçada visão. Ruth Gentil Sivieri
Enviado por Ruth Gentil Sivieri em 12/04/2010
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