Na exposição de meu céu interior: o coração

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QUANDO TE CONHECI


Tua vida era de errante triste e vaga,
Qual viajor perdido em noite escura;
Pedindo a minha mão que só afaga
Carente em tua gélida amargura.

Levei-te alento e toda essa doçura,
Para caminhar sem a triste chaga.
Dei-te carinho, rumo e essa ternura
Mesmo querendo, o tempo nunca apaga.

Vi-te naquele pranto mais profundo,
Jogando ao léu, tua bela mocidade
Dei-te a mão esquecendo até do mundo

E não quiseste ver toda a verdade
A me exigir amor do mais fecundo.
Porém, tudo ficou só na saudade.


* * * * *

Esmeraldas, 21/10/ 2009

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Ruth Gentil Sivieri
Enviado por Ruth Gentil Sivieri em 27/10/2009
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