Na exposição de meu céu interior: o coração

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PASSOU...


Qual fantasma, dia e noite, noite e dia,
Com aquela frequência que apavora
Tua imagem de atra cor me aparecia
Velando a luz de uma nascente aurora.

Vinha assim, como quem pede ou implora
Um pouco de calor em noite fria;
Mostrava à face a lágrima que chora,
E ao peito aquela dor de quem sofria.

Quão doce é a liberdade sem tormento,
Mas quão rude é o sorriso que eu esboço
Por saber que o leguei ao esquecimento!

Em tudo penso, do que foi tão nosso
E embora o tempo marche a passo lento,
Em frente sigo, pois voltar não posso!



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Ruth Gentil Sivieri
Enviado por Ruth Gentil Sivieri em 21/09/2009
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