Na exposição de meu céu interior: o coração

Textos


VIDA CEIFADA


No peito uma lembrança triste
Pois agora sabe que a saudade existe
De um amor filial que desconheceu
Da querida filha que sequer nasceu.

Ana Carolina seria o nome risonho
Que ansiosa ela esperava em sonho
Para junto aos outros filhos receber amor
Porém, mãos impiedosas tiraram-lhe esse calor.

Só muito depois com o passar dos anos
Ao descobrir os tristes desenganos que
Negaram-lhe a chance de nos braços afagar
E ela, ao lado dos irmãos também ficar.

A dor que transborda de seu coração
Sem poder dar nem às lágrimas vazão, mas
Em pensamento vê a filha lhe trazendo flores,
Como que a dizer: mãe, estou entre seus amores!

* * * *


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Ruth Gentil Sivieri
Enviado por Ruth Gentil Sivieri em 13/06/2009
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