Na exposição de meu céu interior: o coração

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ATÉ LOGO, MINHA MÃE!

Existem fases na vida
Em que se abre a ferida
Quando um imenso vazio
Chega a ser um desafio,
Colocando em prova a fé
Que se vai com a maré.

Dor que não há alento
Deixando grande lamento.
Mão que o peito aperta,
Deixando a alma deserta
De amor, afago e carinho
Ficando que é só desalinho.

Com o tempo essa ferida
Por Deus é recolhida
Dando mais fé e coragem,
Para enfrentar a viagem
Que um dia nós faremos
E talvez até ficaremos
Pertinho de quem se foi.

Até logo, mãe querida
Espere-me aí nessa vida
Pois eterna é nossa alma
E toda dor logo se acalma.


Ruth Gentil Sivieri
Enviado por Ruth Gentil Sivieri em 16/12/2008
Alterado em 21/04/2009
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