Na exposição de meu céu interior: o coração

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PAI

Seu semblante inerte e impassível
Denunciando claramente a sua morte
Acreditar era quase que impossível
Foi o momento em que precisei ser forte.

Num esforço hercúleo enfrentei a realidade
Pois a morte transcendia todo o realismo
Deixando na alma o rastro da saudade
E em meu peito aquele grande abismo.

Sabe, Pai amado, quando dezembro vem
Dói-me ao lembrar que seria seu aniversário
Mas consolo-me sabendo que nosso Mestre Jesus
Também é de dezembro, morrendo no calvário.

Sei que está amparado pelo nosso Pai
Aceitando a sua nova condição
Continuando o caminho, você vai
Com paz e muito amor no coração.

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P.S. ( Música de fundo que era a preferida de meu pai: MARIA BONITA)


Tema: SABE PAI.
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Ruth Gentil Sivieri
Enviado por Ruth Gentil Sivieri em 06/12/2008
Alterado em 21/04/2009
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