Na exposição de meu céu interior: o coração

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ALÍVIO DAS DORES


Minh´alma está leve como a pluma
Desfiz-me das agonias e clamores
Que bailavam no ar como a espuma
Machucando e tornando o peito em dores

Não repararei o que se tornou irreparável
Nem quero lembrar-me do que aconteceu
Pois certas atitudes são imperdoáveis
Para mim tudo é passado e tudo já morreu.

A distância que deveria ser superada
Cada dia aumenta mais e cada vez mais
A confiança completamente abalada
E o esperado retorno não haverá jamais.

Quando confio em minha consciência
Tendo a certeza de que nada vai mudar
Sei que existirá somente a ausência
E tudo a mesma coisa vai continuar.




Ruth Gentil Sivieri
Enviado por Ruth Gentil Sivieri em 09/11/2008
Alterado em 21/04/2009
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