Na exposição de meu céu interior: o coração

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A MORTE DE MINHA MÃE

Manhã ensolarada... alarido na rua... é feira.
No céu, o sol mostrava-se saliente.
Os feirantes na rua, eram só barulheira,
Mas cá dentro, o coração era afligente.

Antítese perfeita do trabalho estafante
Entre as conversas, alegrias, tudo ali.
Na UTI do hospital minha mãe agonizante,
E lá de fora gritavam: “Aqui tem abacaxi!”

Como a tirar-me de uma triste cena,
Dando lugar a uma dolorosa realidade,
A notícia veio em uma frase bem pequena:
- “Mamãe morreu”! Deus, que fatalidade!

Daquela azáfama restou apenas a tristeza
Os feirantes, silenciaram constrangidos,
Sabiam, para ela, ir à feira era a beleza
E foi feita a homenagem dos compadecidos.

Às vezes choro de saudade dela,
Sabendo que foi apenas uma despedida,
E que está somente em outra esfera,
Sendo até breve essa partida.

Ruth Gentil Sivieri
Enviado por Ruth Gentil Sivieri em 25/10/2008
Alterado em 31/03/2009
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