Na exposição de meu céu interior: o coração

Textos


Liberdade
Ruth Gentil Sivieri
 
Entre as folhagens secas do jardim       
Uma ave que estava prisioneira                      
Aguarda silenciosa a noite inteira
Pra de manhã tentar um voo enfim.
 
Adeja bem inquieta, mas faceira,  
Alça voo e pra ver o querubim                        
Na imensidão do céu do serafim
Rufla as asas e vence a ribanceira.
 
Canta, solta o trinar que é todo teu;
Desfruta, ave, o clímax da alegria       
Já livre da prisão que te prendeu.
 
Sê ousada, enche o canto de poesia         
E desce, que na Terra amanheceu
E o teu solfejo faz mais belo o dia.   

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     Belo Horizonte, 25/01/2015            
Ruth Gentil Sivieri
Enviado por Ruth Gentil Sivieri em 28/01/2015
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