Na exposição de meu céu interior: o coração

Textos


À SOMBRA DE UM SONETO
Odir Milanez

Penso um soneto e paro, com receio
de ser igual a carta descartada,
dessas cartas que escrevo e só eu leio
para não ser de todo rejeitada.

Temo entendê-lo desprezado. Creio
ser meu soneto flor da madrugada,
quando param das letras o passeio
e tudo passa em passos de ser nada!

Subscrevo saudades, mas o medo
de versar volições que não se vê,
me leva a ser poeta mudo e quedo.

Penso um soneto e paro. Para quê
ser confesso de amor nalgum segredo
que só eu leio e mais ninguém o lê?

Então disfarço e faço esse arremedo
de soneto, que sei, não vê você...


JPessoa/PB
13.06.2012
oklima

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Soneto Escancarado
Ruth Gentil Sivieri

Ainda que não seja tão perfeito,
Que falte rimas ricas e beleza,
Escancaro esse canto inda imperfeito,
Sem me ligar à sua singeleza.

Não temo que o entendam com defeito.
Escancaro-o na forma e na certeza
De ser pra mim um formidável preito,
Composto na mais pura candideza.

Também verso saudades, que nem sei
Se são reais ou se fantasiosas,
Mas certa estou que sempre te amarei.
E nessas rimas despretensiosas,

Escancaro esse amor que em mim guardei
Para beijá-lo em ti, beijando rosas!

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14/06/2012

Ruth Gentil Sivieri
Enviado por Ruth Gentil Sivieri em 17/06/2012
Alterado em 17/06/2012

Música: UM ESTRANHO NO PARAÍSO - Andre Rieu

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